segunda-feira, 21 de julho de 2008

CRATO JULHO 2008

CRATO - JULHO 2008


Tenho dois afilhados adoráveis. E com um caracter excepcional. Estão de férias na casa dos avós, um Monte no Alentejo, muito perto do Crato.


Já não os via à algumas semanas e decidi aproveitar a ida dos Pais e da Luisa, para fazer uma surpresa.

E assim foi. Pensei e mais depressa executei. Sábado de manha fui à praia, antecipei o tradicional almoço domingueir com os meus pais e depois do maior calor abrandar (pensava eu), fiz-me à estrada. Por Alcochete e sempre por estradas nacionais, com menos movimento e em excelente estrada lá fui eu.

Eram 17.30, devidamente equipado, a caminho do Alto Alentejo e seguramente estavam mais de 35º. Um calor abrasador e desgastante. Uma hora depois e a viagem teria sido ainda mais agradável.

Parei perto de Corroios para abastecimento de fruta, (um melão carissimo mas delicioso constatei depois) e um pouco de hidratação.

1 hora e poucos minutos depois já estava a passar na albufeira de Montargil e pelas 20h00 já estava aos abraços aos míudos.

Incrivel, como um simples mimo de uma criança, nos faz sentir tão bem. Como é poderoso, o amor de uma criança.

Foi um fim de semana de sonho. Preenchido. Apenas soube a pouco, pois o domingo chegou a correr e depois de uma tarde na barragem da Póvoa, a necessidade de voltar apertou.


Partida pelas 19.30, viagem com um pouco de dor de cabeça e menos calor. Cheguei a casa, já de noite, mas de coração cheio.


Na 2ª só me levantei às 9h00 para ir trabalhar.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Viajar de Moto

VIAJAR DE MOTA



Desde muito cedo que desejei e sonhei ter mota. Tenho 41 anos e tenho mota à 10 anos. E sempre foi a mesma. Uma yamaha XJ900. A minha "burra velha" que nunca me deixou mal.

Tudo começou quando deixei de trabalhar para outrém, e decidi ser patrão de mim mesmo. Decidi que merecia uma prenda, uma recompensa, que deveria começar a realizar os meus sonhos.

E atirei-me de cabeça. Na altura, práticamente não tinha experiência de mota, mas não deixei que isso me impedisse.

Os primeiros (bastantes) kilometros, forma um sacrificio muito grande, pois a tensão e o esforço de concentração eram tão grandes, que qualquer voltinha, por mais pequena que fosse, deixava-me todo "partido".

Mas não desisti, e continuei a praticar e a treinar. E hoje já me sinto um pouco à vontade. Mas nunca demais.


Em 2008, foi o ano em que fiz a maior viagem de mota. Foram cerca de 1.700 km, numa semana. Uma viagem que me levou a uma aldeia espanhola, chamada Montellano, durante o EURO e com um calor abrasador.
Foi uma grande lição. De aprendizagem de condução, de cautela, de apreciação e gozo. Aliás, o bicho pelas viagens grandes de mota (que proporciona um pouco menos de conforto fisico - pior na minha) foi potencializado não sei quantas vez, com os documentários/livros que vi/li de 2 malucos aventureiros que, 1º deram a volta ao mundo e dois anos depois, viajaram de Londres até à cidade do Cabo, de Mota - BMW GS. Fiquei maravilhado, deliciado e com um pouco de inveja. Com vontade de fazer o mesmo. Com vontade de fugir, de me aventurar no meio do nada, longe de tudo e de todos. Em contacto com o mundo real. Com outros mundos. Conseguindo ainda, ajudar quem precisa. Ou seja, colocaram-se ao serviço da Unicef, ajudando assim tantas crianças que tanto precisam de ajudam e que não têm culpa dos disparates dos mais velhos.
Estou a falar de Ewan McGregor e Charley Boorman.

Foi também visionando as aventuras destes 2, que me apaixonei pela BMW GS 1200. Uma mota linda, (para o meu gosto), potente, resistente, confortável e mais adjectivos ainda não os tenho, pois ainda não a experimentei, mas é este o meu próximo e novo sonho. Sonho que gostaria de alcançar a curto prazo, trocando a "velhinha" e fiável Yamaha XJ900, pela nova "bomba".

E depois disso, quem sabe, muitas e longas viagens à descoberta de meus novos mundos.

http://melhoresfotografias.blogspot.com/